Sala de convivência da Morada Xique

Relatos

O que as famílias contam depois de um tempo.

Reunimos aqui alguns relatos de famílias que frequentam ou já frequentaram os programas da Morada Xique. São histórias diferentes, com pontos de partida diferentes — mas com um traço em comum: a decisão foi tomada com calma.

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RELATOS

O que ouvimos das famílias

MR

Marcia Rodrigues

Filha — Caxias do Sul, RS

Minha mãe frequenta a Soleira há oito meses. No começo ela foi resistente — achava que era "coisa de asilo", palavras dela. Depois de duas semanas ela já estava perguntando se podia ir também nas sextas-feiras, que não estavam no plano original. A nota que a equipe manda toda semana me ajudou muito a entender como ela estava se sentindo.

Junho de 2025

JP

João Paulo Pimentel

Filho — Flores da Cunha, RS

Meu pai ficou na Estada em abril, durante uma viagem de trabalho minha que durou três semanas. Antes da chegada, conversamos com a equipe por telefone por quase uma hora — anotaram tudo sobre os hábitos dele, o que gosta de comer, os horários. Quando fui buscá-lo, ele disse que tinha dormido bem todas as noites. Isso para mim já foi suficiente.

Maio de 2025

AC

Ana Cristina Varela

Filha — Porto Alegre, RS

Minha mãe mora na Ala Banco desde novembro de 2023. Ela morou sozinha a vida toda e a transição foi delicada. O que me surpreendeu foi a paciência da equipe nesse período — nunca pressionaram, só foram chegando perto aos poucos. A carta mensal me ajuda a me sentir parte da vida cotidiana dela, mesmo morando longe.

Junho de 2025

RM

Roberto Merisio

Filho — Caxias do Sul, RS

Visitei a casa antes de qualquer decisão. A Beatriz me recebeu, mostrou os espaços e me deixou fazer todas as perguntas que eu tinha — sem nenhuma pressa. Meu pai começou no Programa Dia em março e o almoço de família que tivemos no mês passado foi uma das melhores tardes que tivemos juntos em muito tempo.

Junho de 2025

LS

Letícia Schmitt

Neta — Bento Gonçalves, RS

Minha avó passou por uma Estada quando minha mãe se recuperava de uma cirurgia. Não foi uma situação fácil para a família, mas a Morada Xique deixou tudo mais simples. Ligaram para perguntar sobre ela nos primeiros dois dias, e quando fui visitá-la na semana seguinte ela estava sentada no jardim com outras pessoas. A visita foi boa — para ela e para mim.

Maio de 2025

CB

Carlos Bortolini

Filho — Farroupilha, RS

Minha mãe tem 84 anos e mora na Ala Banco. Ela nunca foi de muita conversa, mas a equipe foi encontrando o ritmo dela — hoje ela vai ao ateliê de artesanato toda quinta. Não sei se isso parece grande coisa de fora, mas para quem a conhece é muito. A equipe da noite também nos passou segurança desde o começo.

Julho de 2025

HISTÓRIAS

Três percursos em detalhe

História 01 — Programa Diurno

De uma semana de experiência a oito meses de presença semanal

O momento

Dona Vera, 79 anos, ficava em casa sozinha enquanto a filha trabalhava. Não tinha companhia durante o dia e a filha se preocupava com quedas. A ideia de um programa diurno surgiu depois que Vera passou um dia inteiro sem comer porque "não tinha com quem sentar para almoçar".

Como aconteceu

A família visitou a casa antes de qualquer decisão. Vera veio junto. Na semana experimental, ela participou da roda de leitura na quarta e da hora musical na quinta. Não foi toda vez — alguns dias preferiu só tomar café e olhar para o jardim. A equipe respeitou.

Hoje

Oito meses depois, Vera frequenta a Soleira cinco dias por semana. Segundo a filha, "ela acorda perguntando se hoje tem ateliê". A nota semanal chegou a ser o primeiro assunto das ligações do final de semana entre elas.

"Eu achei que ela ia odiar. Em duas semanas, eu é que tinha que convencer ela a não ir às sextas."

— Filha de Dona Vera

História 02 — Estada Temporária

Catorze noites que viraram o ponto de referência para uma decisão maior

O momento

Seu Antônio, 83 anos, morava com o filho. Quando o filho precisou viajar ao exterior por três semanas por motivo de trabalho, a família não tinha com quem deixá-lo. Nenhuma alternativa anterior tinha parecido adequada.

Como aconteceu

O filho ligou para a Morada Xique duas semanas antes de viajar. Conversou com a equipe, preencheu a ficha por telefone, e Seu Antônio foi recebido na segunda-feira de manhã. No segundo dia, já estava na mesa de cartas. Na primeira semana, pediu para jantar um pouco mais tarde — e a cozinha ajustou.

Depois

Quando o filho voltou, Seu Antônio perguntou se poderia continuar indo algumas vezes por semana. A família estava pensando na Soleira. A Estada funcionou como um período de descoberta para os dois lados.

"Ele dormiu bem as catorze noites. Para um homem que nunca dormiu bem, isso me disse muita coisa."

— Filho de Seu Antônio

História 03 — Moradia Permanente

Uma decisão que demorou oito meses para ser tomada — e que não foi apressada

O momento

Dona Elza, 87 anos, morava sozinha em um apartamento que conhecia de cor. A família, espalhada entre Caxias do Sul e Porto Alegre, sabia que a situação precisaria mudar, mas não queria forçar. Quando Elza caiu no banheiro e ficou esperando por duas horas, a conversa se tornou necessária.

Como aconteceu

A família visitou a casa três vezes antes de Elza entrar. Ela veio nas duas últimas. A equipe a recebeu sem pressa, mostrou o corredor-banco e o jardim. Elza chegou em outubro e ficou no quarto provisoriamente enquanto um quarto da Ala Banco ficava disponível. A transição demorou três semanas.

Hoje

Elza mora na Ala Banco há dezoito meses. A família recebe a carta mensal e frequenta o almoço de família todo terceiro sábado. A filha mais velha diz que o apartamento da mãe "ficou sem dono, mas ela não ficou".

"Demoramos oito meses para tomar a decisão. A Morada Xique nunca nos apressou. Isso pesou muito na escolha."

— Filha de Dona Elza

TRAJETÓRIA

Em números

14

Anos de funcionamento

+280

Pessoas acolhidas

4,8

Avaliação média das famílias

100%

Regularidade em vistorias

CONTATO

Para conversar com a casa

Endereço

Rua Sinimbu, 1730 — Centro
Caxias do Sul — RS, 95020-002

Atendimento

Segunda a sexta: 08h30 — 18h00
Sábado: 09h00 — 13h00

Pronto para visitar a casa?

A visita não cria nenhum compromisso. Agendamos de segunda a sábado, no horário que for mais cômodo para a família — e para a própria pessoa, caso queira vir também.